Mothern - Manual da Mãe Moderna

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27.2.03:::
 

G.R.E.S. Unidos do Vamo Vê no Que Dá


O Carnaval taí, você não conseguiu programar nenhuma viagem, seu marido resolveu te deixar sozinha com a cria em casa e aprimorar-se no caminho da harmonização com o universo lá pras bandas de Floripa. E agora você não tem idéia de como vai sobreviver aos próximos 5 dias.
Bom, como este é quase um blog de auto-ajuda, aí vão minhas dicas para o seu filme não chegar em cinzas na quarta-feira:

. Deixe desde já ativada sua rede de contatos emergenciais: mãe, irmã, prima, amiga-que-segura-a-onda. Em 5 dias sem marido, sem escola, sem babá e sem empregada, você vai precisar MESMO delas.
. Informe-se sobre a programação de carnaval dos amigos e parentes mais próximos (de preferência dos que também têm filhos) e tente encaixar-se em algumas delas. Vale encarar sítio de tia-avó, passeio na cachoeira com primos bicho-grilos, almoço com a sogra, piquenique no parque.
. Aproveite a sesta das crianças para desfrutar as delícias da sua recém-adquirida conexão banda-larga residencial. Nesta hora, você pode até combinar outros programas com as comadres da sua comunidade blogueira. Ou quem sabe receber propostas e sugestões pelo MSN Messenger?!
. Reserve 1 dia para levar sua criança a uma programação típica. Ela nasceu no País do Carnaval, merece ver um folião de perto ao menos uma vez na vida. Vista nela uma fantasia improvisada (se estiver muito animada, improvise uma pra você também. De preferância, combinando) e procure algum lugar onde o carnaval ainda tenha um resto de inocência. Pequenas cidades do interior são perfeitas para a quem quer combinar criança e carnaval de rua diurno.
. Mantenha um mínimo de rotina alimentar para as crianças. Não é porque você se orgulha de já ter sobrevivido a um carnaval inteiro com uma dieta líquida (mais precisamente, destilada), que vai tentar repetir isso em casa.
. Confirme com antecedência como vai ser o horário de funcionamento dos serviços-chave que você vai precisar: restaurantes, videolocadoras, delivery de comidas, parque de diversões, shopping centers (este último só para casos extremos).
. Faça um esforço sobre-humano e lave o que você sujar na cozinha durante estes dias. Tá certo que o seu marido é de uma espécie transgênica superior e nunca deixou você lavar um copo sequer desde que vocês moram juntos. Mas não é por isso que você vai deixá-lo descobrir – justo na hora em que ele está voltando de viagem e você, morta de saudade – como sua cozinha costumava ser nos tempos de solteira.
. Mas se no final tudo der errado, as crianças só te estressarem e você resolver aproveitar a solteirice forçada para cair na lama como nos velhos e bons tempos, não se preocupe muito: estamos no maior país católico do mundo e a quaresma vem aí cheia de rezas, novenas e procissões ótimas para foliãs arrependidas.
"Bandeira branca, amor..."

: : Ju : :


12:59 AM

24.2.03:::
 

Recaída.

Faixa de Cabelo. Oi.
Laura. Ooooi!
Faixa. Tudo bem?
Laura. Tudo... e com você?
Faixa. Beleza. Descansando, né?
Laura. ...
Faixa. Você... pensou em mim?
Laura. Pensei... Ah, te vi na TPM. Bacana.
Faixa. Te vi também. Legal...
Laura. Eu tenho saudades, as pessoas até perguntam por você.
Faixa. É que eu tenho personalidade marcante, você mesma já disse isso.
Laura. É. Mas foi bom, sabe? Pra arejar a cabeça, experimentar outras coisas.
Faixa. Seu cabelo está ok. Você está se virando sem mim.
Laura. Você acha mesmo? Eu tou achando pior. Mas fiz hidratação, tá gostoso de pegar.
Faixa. É? Posso?
Laura. A-han...
Faixa. Hmmmmm...
Laura. ... ai, fico tão bem com você...
Faixa. Eu senti a sua falta, sabia?
Laura. E eu não consegui te tirar da cabeça.

: : Laura : :


10:28 PM

 

Legal!
Estamos no Top 3 do Blogs.com.br.
Obrigada a quem nos escolheu, boas-vindas para quem está chegando.
Pode ficar à vontade, a casa é sua. E não deixe de tomar um café com a gente antes de sair.

: : Ju : :


2:07 PM

23.2.03:::
 

Enquete ZooMothern

O que você acha da combinação crianças/"músicas" populares com bichos?

a. Um absurdo. Proibi a babá de ensinar aquela do cachorrinho.
b. Nada de mais. As crianças não entendem o duplo sentido.
c. Muito divertida. Meus filhos sabem dançar feito a Lacraia.
d. Que músicas? Aquelas antigas do Chico?

Responda aqui.

: : Laura : :


10:54 PM

22.2.03:::
 



Como ensinar uma criança a andar de bicicleta.

Pedalar é uma delícia e a bicicleta fez parte das horas mais divertidas da minha infância. Quando era criança, ensinei meu irmão de 4 anos. No ano passado, achei que era a hora de fazer alguma coisa quanto ‘as habilidades ciclísticas da minha mais velha. Se você, mothern, se dispôs a executar a função de instrutora, observe alguns pontos que funcionaram (ou não) comigo:

1.O pré-requisito. É fundamental que a criança já saiba pedalar, isto é, tenha feito um estágio com velocípedes. Voltinhas no brinquedo abominável não contam no currículo.

2.O terreno. Escolha um chão liso e de preferência um pouco inclinado. Se a criança tiver que fazer muita força, vai ser difícil equilibrar. Nina começou num chão de grama baixinha, o que é bom para eventuais tombos.

3.A proteção. Se você tiver joelheiras, cotoveleiras, capacete, equipe sua criança. (Eu não usei nada disso.)

4.A muleta. A não ser que a criança não saiba pedalar, sou contra as rodinhas, assim como meu pai, que foi meu instrutor. O menino vicia naquilo e fica andando torto, apoiado de um lado só.

5.A técnica. É simples: você põe a criança para pedalar e vai andando atrás segurando o banquinho para não cair.

6.O modelo. Como você não vai estar na posição mais agradável e charmosa do mundo, escolha uma produção prática, sem salto, de guerra mesmo.

7.A paciência. Esse curso demanda perseverança e bom-humor, tanto do adulto professor quanto da criança. Incentive, mas não alugue seu filho com palavras Lair Ribeiro, tipo: você tem que aprender, não desista, força. Se ele cansar, dê um tempo e descanse também.

8.O grande momento. Depois de alguns dias, chorinhos, um saco cheio e dor nas costas, você percebe que ela está começando a se equilibrar. Solte o selim. Ela vai pedalar um pouco e cair. Pedalar um pouco e cair. Até uma hora em que não vai cair. Isso é muito legal.

9.Módulo avançado. Ensine seu filho a usar o freio e desviar dos obstáculos. Aliás, isso é útil para a vida toda.

10.A recompensa. Você assiste feliz e orgulhosa a sua filha pedalando feliz e orgulhosa.

: : Laura : :


9:23 AM

20.2.03:::
 

Relatório final da enquete da Laura, que rendeu boas risadas no nosso Livro de Visitas:

“vagina, xoxotinha, borboleta, conchinha, rita, bimbinha, cotinha, gordinha, rosinha, xexequinha, xixi, kriptonita, semi-nova, xequinha, xoxota, buceta, pipi, bianca, fazedor de xixi, pombinha, baratinha, jóinha, peteca, mariana, ione, heloísa, bililico, pipico, moranguinho, pexereca, xoxoca, bubuca, guriazinha, jô, pipi, gatinha, pipiu, pussy, tesoura, caixinha preciosa, prexeca, xavasca, penha, chiroleta, xololoca, xoloca, xuranha, pipica, xaninha, mal-agradecida, pipia, eleutéria, tutuca, babau, tchana, mary, piriquita, xana, racha, bichinha, pepeca, terezinha, perechequinha, menininha, joaninha.”

Mas, como já deu pra ver que a criatividade humana não tem limites, hoje recebemos mais esta contribuição hilária:

Oi!
Não sei se a enquete acabou, mas fiquei com muita vontade de compartilhar uma histórinha. Minha mãe chamava de "abobrinha". Minha filha nasceu, não deu outra, eu chamava a vagina dela de "abobrinha". Um dia, ela já tinha uns seis anos, estávamos jantando e lá estava a abobrinha, a propriamente dita, refogada na mesa. Veio a pergunta: que é isso? E eu: abobrinha, e fui fazendo o pratinho dela, colocando a tal abobrinha. Ela endureceu na cadeira, não se mexia, olhando para o próprio prato. Que foi? perguntei,
t-o-t-a-l-m-e-n-t-e sem noção. E ela: de quem é?

Quando meu filho nasceu, preferi dar nomes aos bois.

Beijos
Debbie


: : Ju : :


9:52 AM

18.2.03:::
 

Só fiquei sabendo desta história hoje, mas nunca é tarde para divulgar:

A história de Lucas, e de como os blogs podem ser usados para fazer coisas que prestam. Passa lá (leia de baixo para cima, pra entender melhor o desenrolar da história) e ajude, se puder.

: : Ju : :


10:13 AM

17.2.03:::
 

Mais uma da menina dos koans. Essa foi neste fim de semana, quando o Ed, com a Alice ao lado, gritou de dor depois de um esbarrão na quina da mesa:

- Desculpa, papai!

- Ô, Lili, você não teve culpa nenhuma. Fui eu que me machuquei mesmo.

- Então pede desculpa para você, papai!

(Não é lindo, Fal? Me lembrei das suas "delicadezas perdidas".)
: : Ju : :


4:20 PM

 

Ouvi de um senhor na padaria:
(da série Juju bisbilhotando conversas alheias)

... a menina não quer mais ir pra escola de jeito nenhum. Ontem eu sentei com ela e falei bem firme:
- Olha, fazer os filhos freqüentarem a escola é lei! É obrigação dos pais. Se você não for pra escola sua mãe pode ir pra cadeia!

- e quantos dias ela vai ter que ficar lá?


: : Ju : :


4:11 PM

16.2.03:::
 

A Evelyn escreve pouco. Mas, quando escreve, me dá, docemente, o puxão de orelha de que preciso. Cuidando de nossas crianças. Não deixe de ler.

: : Laura : :


7:50 PM

15.2.03:::
 

Talvez seja esta a raiz mais profunda do duplo sentido da palavra alemã Spielen (brincar e representar): repetir o mesmo seria seu elemento comum. A essência da representação, como da brincadeira, não é “fazer como se”, mas “fazer sempre de novo”, é a transformação em hábito de uma experiência devastadora.

Tenho esse Benjamin desde os (primeiros) tempos de faculdade: Obras Escolhidas - Magia e Técnica, Arte e Política. Mas foi só ontem, flanando entre meus estudos, que o apêndice do livro me encantou: Brinquedo e brincadeira, Livros infantis antigos e esquecidos e História cultural do brinquedo. Eu recomendo 'as motherns.
Mais sobre o cara aqui.

: : Laura : :


9:46 PM

14.2.03:::
 

Tá difícil, aí?
Será que você não anda comendo mal?
De vez em quando, dê uma passadinha aqui para fazer sua boca feliz, que o resto do corpo acompanha.

: : Ju : :


3:57 PM

 

Crianças crescem.

: : Laura, seguindo as pequenas verdades da Ju : :



9:20 AM

 

Não-post

Eu queria fazer um post em que eu desse conselhos para as mães de crianças de quase sete anos. Um post que falasse do quanto é legal ver a sua filha ficando mais responsável e independente. Um post que dissesse às mães como não perder a cabeça quando têm que falar uma coisa dez vezes antes da pessoinha topar fazer. Um post assim, que desse dicas de como convencer uma criança a se organizar, a não querer só brincar, dançar, ver televisão ou olhar para o nada. A fazer o para-casa na hora certa, a tomar o banho na hora certa, a comer quando se deve comer, a dormir na hora de dormir. Ou ainda um textinho que ensinasse as mães a não serem umas chatas que pegam no pé da filha desligadinha-para-as-coisas-práticas-e-talentosíssima-para-as-artes-e-brincadeiras. Ou que dissesse que erradas são as escolas, os horários e deveres, e que incitasse as motherns a formarem uma comunidade alternativa. Mas eu não sei nada disso.

: : Laura : :


9:06 AM

 

Ele não saiu da minha barriga.
Veio como conjunção adversativa de uma história que parecia não tê-las.
A primeira vez que o vi, dormia como um anjo no banco de trás de um carro.
Foi levado a mim como uma oferenda. Uma visão-prova-de-amor.
Da segunda vez, entrou seguro pela porta da minha casa, por seus próprios pés, aprendendo o lugar como quem previa que aquele território ia ser incorporado ao seu mapa.
Generosamente, me incorporou também, se deixando encaixar nos planos de um romance que crescia cheio deles.
Aceitou colo e cuidados.
Ele não saiu da minha barriga, mas acendeu os instintos dessa vontade.
E quando nasceu a irmã, dividiu com ela o pai, o espaço, os brinquedos e um pedaço enorme do coração.
Tem um coração enorme.
Meu Dedé.
Meu menino.

: : Ju (para o André, que hoje completa 10 anos.) : :


9:04 AM

13.2.03:::
 

(Da série Pequenas Verdades, ou Juliana em crise)

Mães também ardem.

: : Ju : :


4:46 PM

12.2.03:::
 

Minha amiga Dea, aka Andrea Costa Gomes, está expondo 19 desenhos bacanas.
Abertura: hoje 'as 20 horas
Local: Mercante - Rua Santa Catarina, 1465 Lourdes - BH
Quinta e sexta de 9:30 'as 18:30, sábado de 9 'as 13:00.

: : Laura : :


5:13 PM

 

Peraí. Deixa eu ver se entendi direito:
Quer dizer que agora que elas estão fazendo a cabeça das patricinhas e pulando para a coluna out das listas de in/out eu vou herdar toda a sua coleção de faixas para o cabelo?!


Ôba!
Pode mandar, Laura. Aquela verdinha vai ficar ótima com o modelito que eu tô usando hoje.

(Mas juro que vou pensar muito a respeito da imagem que eu pensava que você tinha de mim.)

: : Ju : :


12:47 PM

 

Fim de caso.

Laura. Eu estou cansada de você.
Faixa de Cabelo. Mas por que? Nós somos inseparáveis há quase um ano!
Laura. Por isso mesmo. Eu não agüento mais essa relação simbiótica.
Faixa. Mas o que te deu, assim, de repente?
Laura. Não foi de repente. Tenho pensado nisso há um tempo. Você já não é mais um acessório descolado. Você anda na cabeça das patricinhas.
Faixa. Quem mandou eu ser útil e linda?
Laura. Pois é. Mas eu já estou sendo motivo de chacota. Outro dia, na avaliação do curso, um aluno citou o carisma da professora e sua faixa na cabeça. Cara, você vê que não dá.
Faixa. Pensa bem, Laura. Eu sou um objeto de consumo maravilhoso. Você dá 4 reau pro camelô e ganha uma carinha nova.
Laura.Ah, ainda tem isso. Você virou pop.
Faixa. Mas eu levanto qualquer produção.
Laura. Sim, o foda é na hora que eu te tiro. Se eu tou lá, na piscina, na praia, na rua, na chuva, na fazenda, e você sai da minha cabeça, fica aquela franja marcada ridícula. Ainda bem que o Leo tem boa vontade e não ri da minha cara.
Faixa. Então tá. E como você vai fazer com a cabela, hein?
Laura. Eu posso cortar. Adoro cortar cabelo. E, além do mais, você esquenta a minha cabeça nesse calor.
Faixa. Mas, e a sua coleção?
Laura. Eu dou para a Ju.
Faixa. Eu sou a melhor companhia para um bad hair day. Você vai se arrepender.
Laura. Todos os meus days têm sido de bad hair.
Faixa. Você não tem palavra. Você disse que ia deixar o cabelo crescer.
Laura. Eu VOU deixar o cabelo crescer.
Faixa. Você vai é ser chamada para participar da banda cover do Jackson Five.

: : Laura : :


10:35 AM

9.2.03:::
 

Você percebe que está fora de forma quando fica com dores musculares de tanto empurrar suas filhas no balanço da praça.

***

Parece ironia:
eu aqui tentando entender a Dialética do Esclarecimento, de Adorno e Horkheimer, e achando muito obscuro.

: : Laura : :


9:56 PM

7.2.03:::
 

"Dando voltinha no shopping, vi os equipamentos para o ano escolar que se inicia. Estojos, mochilas, cadernos...
Não é que agora, além da coleção Homem Aranha, Batman, Sítio e Barbie, rola a linha completa da Disney Vilões?!?!?!
Sim! Mochilas com os Irmãos Metralha!

Pensei cá comigo:
Deve ser demanda reprimida dos filhos do Fernandinho Beira Mar, os netos do Escadinha...

::Angela::
at 10:04 PM
"

Bem observado, Ângela... é de se pensar.

: : Ju : :


2:46 PM

5.2.03:::
 

Mais uma enquete mothern:

Quando conversa com sua filha(o), que nome você dá ao órgão sexual feminino?

a. eu não falo disso com criança.
b. perereca ou outro nome de bicho.
c. vagina, vulva ou outro termo médico.
d. xota, xoxota ou algo que você aprendeu no Forum da Ele & Ela.
e. outros bizarros como perseguida.

Conte aqui e aproveite para dar uma sugestão de nome neutro e decente para a nossa ____________ .

: : Laura, que devia estar estudando : :


6:01 PM

 

Duas ótimas dicas, para pais legais e madrastas bacanas.

(Valeu, Regiane!)

: : Ju : :


12:54 PM

4.2.03:::
 

A novela do Resguardo.

RESGUARDO 1. Ato ou efeito de resguardar(-se). 2. Tudo que serve para defender, resguardar de perigo ou dano; defesa. 3. Cuidado, precaução, prudência. (...) 7. Bras. Pop. Período subseqüente ao parto, em que a mulher observa certos cuidados, repouso, etc.

As muito festeiras que me desculpem, mas neste caso eu sou defensora ferrenha da sabedoria popular: deixem quietas as recém-paridas!
Na época das nossas avós, elas nem da cama saíam, jiboiando por ali com seus bebês e parentes próximos, tomando sua canjinha, acostumando-se com o novo membro da família e sendo paparicada pelos outros.
Hoje em dia andam esquecendo essa sábia tradição, e as visitinhas de reconhecimento aos que nascem começam cada vez mais cedo, extendem-se cada vez até mais tarde e transformaram-se em mais um evento social das famílias, como casamentos, batizados e funerais.
Minha experiência com o tema não é das melhores. O trabalho de parto da Alice, como eu já contei por aqui, durou exatas 22 horas, do momento em que começaram as contrações, na manhã de um domingo, ao final da cesária inevitável, às 5h07 de uma segunda-feira. Pois não é que às 10h da manhã desta mesma segunda chega a primeira visita para o bebê?! Não, não era minha mãe nem minha sogra (essas presenças inevitáveis já estavam mesmo orbitando por ali, e nem contam). Às 10h chega uma das amigas de roda de buraco (ou canastra – aquele jogo de cartas) da minha mãe, uma velhinha simpática e perfumadinha que teve a infeliz idéia de ir conhecer em primeira mão a neta da amiga, bem na hora em que eu, toda costurada e compreensivelmente metamorfoseada num bagaço, tentava rastejar pela primeira vez para o banheiro. Dizem que a maternidade deixa as mulheres mais serenas e compreensivas. Garanto que ela não teve exatamente esta impressão a meu respeito.
Bom, mas ali no hospital você ainda pode contar com enfermeiras bem-educadas para insinuar a esses desavisados que o bebê precisa dormir. Quando a nova família chega em casa é que a novela começa:

Capítulo um: o sono.

Crianças recém-nascidas não têm hora certa para dormir. E rapidamente as mães aprendem que o único jeito de descansar nestes primeiros dias é transformar o filho no seu novo relógio-biológico e dormir aos pouquinhos sempre que a criança dorme. Como os intervalos são completamente aleatórios e sempre curtos, qualquer visita tem 50% de chance de chegar naquela que seria a esperada hora da sua soneca. E nem adianta ligar antes, porque a mudança da vigília para o sono é instantânea no caso dos bebês. Por isso, ainda que você dê a sorte de chegar num momento de calma, com a criança acordada e quietinha, saiba que nenhuma paz dura mais que uma fração de hora. Então não demore para ir embora, mesmo que a mãe educadamente insista para você ficar.

Capítulo dois: o lanchinho.

Quando começa a maratona de visitas, aparecem na sua porta aquelas tias-avós que você não vê há anos, a madrinha do seu marido que você nem conhecia, todos os seus colegas do curso de inglês da adolescência e muitas pessoas mais. Dentre essas, ACREDITE, algumas realmente esperam que você se lembre de servir um lanche para elas, apesar dos pontos doloridos, do peito machucado, do fuso horário maluco em que você se encontra, dos hormônios em polvorosa fazendo você chorar por qualquer coisa e da sua antiga e já famosa incompetência para assuntos culinários. A melhor dica é inventar logo um esquema de lanchinho rápido e muito fácil. E nem pense em ter cerveja na geladeira! Lá em casa, o que eu fiz foi comprar vários tipos de sequilhos e biscoitinhos, e saquinhos de chá de todos os sabores imagináveis. Meu único trabalho era ferver a água – o que muitas vezes já era mais esforço do que eu gostaria de fazer naquele momento. Aliás, se você quer ser amigo de verdade, vá visitar sua amiga recém-parida de barriga cheia.

Capítulo três: o choro.

Não, seu bebê não nasceu falando. A linguagem que ele usa para se comunicar com você é o choro, e, para falar a verdade, você ainda não domina muito bem esta linguagem – o que sempre gera uma certa tensão. A sensação é mais ou menos como se você estivesse num país de língua desconhecida com pessoas gritando impacientemente ordens que você não entende. Agora imagine tentar entender esses comandos ininteligíveis enquanto escuta o caso do divórcio da prima de segundo grau do seu cunhado...

Capítulo quatro: os palpites.

Logo nos primeiros dias você vai descobrir mais uma Verdade Universal: ser mãe é ouvir palpites. Sempre, de todos os tipos, vindos de todas as pessoas. Quem visita um neném que acabou de nascer já chega com uma certeza: tem muitas idéias para ajudar a jovem mãe na sua tarefa. E haja sugestões, receitinhas, simpatias, faça isso, faça aquilo, “ela tá com frio”, “isso é calor”, “segure assim”, “não segure assado”, etc. O melhor a fazer, para não ficar louca, é ligar um canal auditivo suplementar, instantaneamente ligado a outro canal auditivo de retorno – ou seja: deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro.

Capítulo cinco: as vibes.

Além de todos esses motivos práticos, o resguardo, a meu ver, tem ainda uma outra função, que o dicionário já nos deixa entrever: “tudo que serve para defender, resguardar de perigo ou dano; defesa”.
Imagine passar 9 meses no quentinho da barriga da sua mãe, numa espécie de limbo no qual todo o corpo dela funciona como escudo, deixando você protegidinho por todos os lados. Aí, ao sair, você descobre que as coisas aqui fora não são tão fáceis assim, e que você tem de construir suas próprias barreiras para não ser afetado pelo turbilhão à sua volta: mãos com diferentes pesos e intensidades de toque, cheiros absolutamente novos, vozes com entonações diversas, bactérias e vírus gerando reações novas no seu corpo, alimentos saborosos, mas que provocam explosões de gases no seu estômago desacostumado a eles, temperatura externa em constante mudança, seu corpo cheio de absurdas urgências, eliminando substâncias e absorvendo outras. E ao seu redor aqueles outros seres todos, com suas presenças tão carregadas de mistérios e cuja proximidade te altera no que você tem de mais crua polpa. Saber filtrar e se proteger dessas influências é tarefa para uma vida inteira. A do bebê está só começando. Vamos deixá-lo um pouquinho em paz!

Por tudo isso, apesar de todo o orgulho que as mães têm em mostrar suas maravilhosas crias para o mundo, minha sugestão é: se você tem uma amiga que acabou de parir e não vê a hora de conhecer o bebê, releia com atenção este texto e espere mais um pouco. Aliás, espere bastaaaaaante. É a melhor prova da sua amizade!

: : Ju (para minha amiga Cibele, que tão cedo não vai receber minha visita para a Maria Cecília.): :


10:50 AM