Mothern - Manual da Mãe Moderna

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30.4.02:::
 

A SAGA DA ESCOLHA DE UMA ESCOLINHA – Capítulo 1

(Entra trilha: música-tema do filme Superman, num arranjo para caixinha de música. Trilha cai para BG, entra locutor:)

No capítulo 1 desta emocionante história, nossos heróis, Mami e Papi, após 7 exaustivos meses de peregrinação pelas mais variadas instituições de ensino da cidade, na busca incansável pelo Bem de sua pequena princesa Alice, encontram-se perdidos e desorientados diante da grande questão final: “e agora?!!!”.

Tentando organizar o enorme volume de informação já colhido, Papi sugere à sua companheira uma primeira recapitulação de tudo que viram, ouviram e orçaram; sugestão que ela prontamente se dispõe a realizar – não sem alguma dificuldade, uma vez que a tarefa é constantemente interrompida pela princesinha, ora faminta, ora entediada, ora só querendo pentelhar mesmo.
Vejamos as percepções que nossa heroína conseguiu reunir:

Instituição de ensino A: pedagogia antroposófica (que casa perfeitamente com o estilo de vida natureba do Papi), espaço físico sensacional, em um sítio – com direito até a um curral com vaquinhas – e onde cada salinha tem o seu próprio quintal. Professoras de nível superior e mensalidade pagável. Pais dos outros alunos: descolados, ex-hippies, profissionais liberais, artistas em geral. Ou seja, o ambiente quase perfeito para nossa pequena princesa, só que a 20Km da bat-caverna onde nossos heróis moram.
Terão eles a disposição de enfrentar essa distância duas vezes por dia, nos horários de pico, mesmo trabalhando a alguns quarteirões de casa?

Instituição de ensino B: pedagogia construtivista, espaço físico legal, aulas de arte e música ministradas por artistas de alguma relevância, professora bacana, mensalidade pagável, 6 quarteirões de casa. Pais de outros alunos: gente como a gente, motherns em geral. Muito boa opção, não fosse a educação infantil coordenada por uma perfeita vilã de desenho animado, que Papi prontamente apelidou de Capitão.
Conseguirão nossos heróis vencer a má-impressão causada pela Cruela-Pedagoga em sua primeira entrevista? Esquecerão a visão abominável de uma turminha de 2º período tendo “aula de informática”? (que consistia mais especificamente em um grupo de crianças tentando se divertir numa sala com 20 computadores, seja pulando da cadeira, lambendo o mouse ou simplesmente puxando o cabelo do colega).

Instituição de ensino C: pedagogia construtivista, espaço físico bom, equipe de professores de ótimo nível, distância encarável. Escola com filosofia consistente e boa participação na comunidade. Mensalidade: com as taxas de lanche e material chegamos à inacreditável soma de quase R$500,00. (Sonoplastia: faca rasgando carne humana. Grito abafado.) Pais de outros alunos: ricos em geral.
Será que nossa pequena heroína está preparada para ser a única da classe a não passar as férias na Disney ou nos melhores resorts do país? Será que Mami e Papi ganharão finalmente na Megasena acumulada? Quando será que vai rolar um aumento para algum deles?

Instituição de ensino D: pedagogia: misto de todas as correntes da moda. Espaço físico um pouco pequeno, mas gostoso (tem coelhinho). Professoras jovens (um pouco demais). Mensalidade pagável. Pais de outros alunos: sem grandes neuras. Escola integrante de uma rede de várias escolas de ensino infantil, que se uniram apenas para ter mais força num mercado tão competitivo. Filosofia: deve terminar com algo do tipo “... agregando valor a nossos alunos enquanto pessoas e buscando a satisfação de nossos clientes.”
Uma boa estratégia de marketing será suficiente para conquistar nossos heróis?

Instituição de ensino E: Mensalidade supereconômica. Pedagogia passada de pai para filho. Espaço físico: lembra uma casa de vó. Professoras: a dona da escola conhece a família de todas. Alimentação: vem da casa da mãe da dona da escola, preparada com alimentos orgânicos plantados no sítio da família. Pais de outros alunos: pessoas que deixam seus filhos ali durante 11 horas por dia. É... 11 horas! Todos os outros 5 aluninhos que seriam colegas da pequena Alice ficam ali de 8 da manhã às 7 da noite!
Será que nossa princesinha vai ser a heroína da turminha, encarregada de trazer para a sala as notícias do mundo exterior? Será que isso pode melhorar o olhar de tristeza dessas crianças?

Não perca, neste mesmo blog-canal, os próximos capítulos desta emocionante web-novela, quando nossos heróis finalmente tomarão a grande decisão, escolhendo entre uma das alternativas acima, ou descobrirão, com ajuda dos internautas mineiros, uma instituição ainda não visitada que finalmente atenderá a todas as suas expectativas. Até lá, você também pode participar deixando seu voto ou outra sugestão aqui ou aqui.

(O volume aumenta nos acordes finais da trilha. Entram mensagens dos patrocinadores.)

: :Ju (identidade secreta de Mami) : :


2:56 PM

28.4.02:::
 

Como cortar o cabelo de uma menina de seis anos.

Toda menina gosta de cabelo longo. Só não gosta sempre de pentear, de lavar, desembaraçar. Então você decide que a melhor opção é cortá-lo. Isso requer a observância de algumas etapas:

. o convencimento. Você tenta, conversa, argumenta, não adianta. Apelei para um golpe muito baixo, tipo: eu compro o seu cabelo, escolhe um brinquedo. Não rolou. O que funcionou mesmo foi o seguinte combinado: você fica com o cabelo comprido até o seu aniversário porque vai vestir de Narizinho, mas depois a gente corta, tá? Tá. No dia da festa, fizemos chapinha no lindo cabelo semi-liso e pusemos uma faixa. Uma bela despedida. Podem mandar mensagens de protesto: chapinha e suborno em criança é realmente caso de polícia.

.a hora no salão. Quem trabalha em horário integral sabe que isso não é fácil, porque crianças não são objetivas, você se esquece de marcar, salão não funciona depois das sete etc.
Aí, no sábado, você vai sem marcar mesmo. A dona exclama: vocês vão ter coragem de cortar esse cabelo? Você quase belisca a figura, se segura e só aponta um olhar fuzilante: sim. Com medo de que sua filha mude de idéia ao sentir a opinião de quem entende de beleza, você dá uma desculpa e sai dali. Mesmo porque tem milhares de programas melhores pra se fazer num fim de semana do que ficar em salão de beleza.

. o corte em casa. Ainda com medo de que ela desista, você se veste de perua, escreve com letrinhas de borracha "Salão da Fulana" na porta da área do seu apartamento, acende uma vela, improvisa uma decoração e diz: dona Nina, está no seu horário, vamos dar um corte nesse cabelo? Momentos de tensão: ela hesita mas entra na brincadeira. Só que a irmã mais nova não gosta de ver a mãe naqueles trajes e trejeitos e começa a chorar: não, não fala assim, não pode, páaaaara!!! Depois de algum escândalo, ela entra no jogo atuando como a filha da cliente. Tudo certo.

. a concentração. É difícil exigir isso de uma criança, ainda mais com a irmã/filha pequena por perto. Suponho que uma televisão ou videogame na frente ajudem um pouco.

.o corte. Respire fundo. Você nunca fez isso, mas não deve desistir ou transmitir insegurança. Aliás, esse conselho funciona também para questões de sexo e trabalho. Siga o seu instinto. Molhe o cabelo com um spray e comece cortando menos do que você realmente quer. Assim, se fizer alguma besteira, tem uma margem de erro pra consertar. Vale a máxima: no final tudo dá certo, se não deu certo é porque não chegou o final.

.a limpeza. Só corte cabelo em casa na véspera do dia da faxina. Toco de cabelo é um inferno.

.o feedback. Se alguém disser: ficou bom, mas comprido tava tão bonitinho... Complete: bonitinho e cheio de piolho. E feche questão.

: : Laura : :


11:28 PM

27.4.02:::
 

Na Nickelodeon passa um desenho chamado Geração O. No episódio de hoje a menina Molly vive o drama de ter que extrair as amígdalas e a família discute o assunto à mesa. O irmão cruel opina: eu acho que quanto menos você, melhor.
: : Laura : :


9:47 PM

26.4.02:::
 

Uma colaboração da Raquel, nossa correspondente Mothern em Brasília:

“As mulheres já pensaram assim!

Um verdadeiro tratado arqueológico sobre o pensamento feminino, retirado de revistas femininas dos anos 50 e 60.

- Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças,1957)

- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Cláudia,1962)

- A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.
(Jornal das Moças,1945)

- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas; nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moças,1959)

- A esposa, depois de casada, deve vestir-se com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa.
(Jornal das Moças,1955)

- Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.
(Jornal das Moças,1957)

- A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido a experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele idealizara.
(Revista Cláudia,1962)

- Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.
(Revista Querida,1954)

- O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida,1953)

- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal das Moças,1957)

- O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza.
(Revista Querida, 1955)”

Será que no futuro os textos do Mothern também vão circular por aí, via e.mail, com este mesmo título?!


11:51 AM

24.4.02:::
 

Obrigada a todos que têm escrito pra mim nessa fase análise. Prometi parar com isso, mas não resisto a fazer alguns esclarecimentos:

.não estou saindo completamente do mercado de trabalho. Minha escolha é por ter um pouco mais de tempo livre e mais liberdade para administrá-lo. No nosso orçamento, é impossível contar apenas com o(s) salário(s) do Leo. Acho importantíssima a inserção da mulher nesse mercado, foi o que nos possibilitou a maioria das conquistas que tivemos.
Só não contaram aos homens que eles teriam que assumir uma porrada de coisas para a qual não estavam culturalmente preparados: arrumar a casa, trocar fralda de cocô, ir a reuniões da escola, organizar festinhas de aniversário, comprar roupinhas, acordar de noite, faltar ao trabalho porque o filho está doente etc etc etc.
Temos ótimos exemplos de homens superiores em casa e na rede, mas são exceções e eles estão aprendendo. Daí essa canseira.

.não estou saindo completamente do mercado de trabalho. Me formei em publicidade e gosto de ser designer gráfica, sou boa nisso e não quero parar. Estou comprando um computador legal (imac ou ibook, eis a questão) e vou trabalhar em casa, nas manhãs em que não estiver na UFMG. Na medida do possível, quero reservar as tardes para as meninas, mas estou aberta a propostas de projetos interessantes, vindos de clientes, escritórios de design ou daqui da agência mesmo. Apesar da minha revolta frente à postura careta, retrógrada e vergonhosa de alguns clientes, acredito ser possível trabalhar nessa área sem violentar meus valores. Trabalhando por conta própria, posso escolher o que fazer ou não.

.não estou saindo completamente do mercado de trabalho. Mas quero poder vê-lo mais de longe, de uma ótica diferente e acho que essa idéia de fazer um mestrado é boa. Sempre gostei de estudar e tenho sentido falta disso. Depois, posso até voltar toda animadinha pro mercado ou decidir seguir carreira acadêmica. Tenho acreditado mais na segunda opção. De qualquer forma, fato é que não pretendo me recolher à dulcíssima prisão do lar, mesmo porque acho que não tenho talento pra isso. Quero desacelerar, parar nunca.

.respeito as outras escolhas que uma mulher pode fazer. Se matar de trabalhar, querer segurança, ser dona-de-casa, querer liberdade, ser mãe em tempo integral, sustentar o marido, não ter filhos, não ter marido, ter mulher, não ter ninguém, querer todo mundo, morar numa comunidade. A gente tem é que tentar ser feliz. Isso aqui não é ensaio.

: : Laura : :

Não, depois desse finalzinho eu páro, juro. Estou me superando : )))


4:41 PM

 

Ouço com prazer os cds das minhas filhas, principalmente os da Palavra Cantada.
E a recíproca é verdadeira, elas curtem meus discos também. Principalmente as faixas de ritmo marcado, boas pra dançar.
O duro é distraidamente compartilhar alguns refrões em família, tipo esse do Otto:
"no condom black é assim
é pau, é cu, é buceta"

: : Laura : :


3:43 PM

23.4.02:::
 

Que chique!!!
Nosso Manual de Convivência com Amigas Motherns na primeira página do 02 neuronio!
Obrigada Raq, Nina e Jô.
As motherns amam vocês.





6:09 PM

 

Para uma amiga tão corajosa e coerente, duas palavras só:
Boa sorte!

: : Ju : :


6:06 PM

 

Minha vida vai dar uma reviravolta em pouco tempo.
Foram oito anos trabalhando oito horas por dia no mínimo, alguns fins de semana, algumas noites viradas, férias remuneradas, salário todo mês. Muita experiência, aprendizado, amizade, diversão e nome na praça. Pude pagar muitas contas, vestir minhas filhas, ir à Europa e fazer pequenas extravagâncias. Mas eu sempre tive vontade de deixar isso tudo para ter mais tempo com Nina e Gabriela. Não sei se o que sempre senti é culpa ou saudade. Mas sempre soube que essa época da infância dos filhos é efêmera, essencial e irreversível. Esse tempo não volta.

Não quero perder mais tempo. Tempo não é dinheiro. O dinheiro compra o tempo mas eu não estou mais a fim de vender o meu. Pelo menos não a parte toda. Não a parte nobre. A quantidade de tempo com as crianças importa, sim, como já disse a Fal. A qualidade pode até vir disso. Eu não consigo ser bacana e tranqüila e alegre chegando em casa às sete e meia da noite feito um bagaço, depois de trabalhar sob pressão, ouvir absurdos vindos do cliente, ter que provar a todo tempo que sou fodona et etc etc.

Cansei. Eu não sou a mulher maravilha, eu não acho bonito mais esse negócio de mulher-moderna-modelo-americano que dá conta do trabalho, dos filhos, da casa, do sexo, da beleza e dos amigos. Não acho bonito ficar correndo de um lado pro outro deixando as crianças com uma sorridente (ou não) babá. Não acho bonito deixar de passear nesses lindos dias de abril e chegar em casa à noite só para escovar os dentes das meninas. Nem se o meu carro for bonito. Nem se o meu modelo for fashion. Nem se a minha casa for grande.

Não quero vender a minha alma. Tenho muitos problemas com a lógica quase-tudo-por-dinheiro da publicidade. Sempre estive na ala dos que contestam, dos que brigam, dos de esquerda, das feministas, sempre fui esse tipinho. Esse mercado não é o meu lugar. Já entrei, já fiz bons trabalhos, já mostrei seriedade, responsabilidade, competência. Espero poder escolher agora em que trabalhar, quais projetos pegar, quais clientes atender.

Serei professora universitária ganhando por enquanto muito pouco. Dá medo? Dá. Mas eu nunca fui de ser medrosa. Já enfrentei outras barras. Vou em frente. Vou fazer um mestrado no ano que vem. Tenho buscado outras idéias, mas tem um tema que ronda a minha cabeça, me encanta e afasta os outros: blogs. Blogs, blogs, blogs, blogs. A descoberta desse mundo novo influiu na minha decisão, sim. Ter uma coisa que me move a ponto de eu não me cansar de fazer, que só tem a possibilidade de crescer e a cada dia me traz mais pessoas e links e possibilidades e descobertas é simplesmente maravilhoso. Informação livre, linkania, TAZ, baderna, bolo‘bolo , liberdade. Espírito rebelde de novo em mim.

: : Laura : :

obs. Quem quiser dar palpite, dar força, dizer que eu estou pirando ou contar o seu caso, escreva no livro de visitas ou me mande um e.mail. Prometo parar com os posts sérios : )


3:22 PM

22.4.02:::
 

Temos recebido algumas críticas à nossa tolerância às drogas leves e intolerância aos animais domésticos. Isso me fez pensar em:

outras coisas que não tolero

.erros de português (Patsi, Cris, Dani, Mãe, corrijam-me de qualquer absurdetz, please)
.playboys (daqueles que balançam a chave do carro)
.racismo (velado ou não)
.motoristas mal-educados
.ciúmes histéricos
.perfumes fortes
.jeans bordados



outras coisas que tolero (e até gosto)

.pessoas ligeiramente gagas
.cabelos estranhos
.roda de violão (é seqüela de adolescência, sorry)
.homens um pouco tímidos
.homens um pouco estrelas
.mulheres em geral
.crianças alegres e agitadas
.uma pequena dose de peruíce
.estética punk

: : Laura : :


5:10 PM

 

_Gabriela, não pode fazer isso! Eu fico muito brava!
_ E o seu coração fica pequenininho, né?
_ É. Tipo isso.

: : Laura : :


4:18 PM

19.4.02:::
 

EXPLICANDO O NOSSO TEMPO

Estava ontem lendo o PROVOS da Coleção Baderna (que a Laura me emprestou) quando me deparei com a descrição de um happening – um dos primeiros realizados já com este nome – que me fez lembrar, por sua vez, de uma coisa bizarra que existia na nossa época.
(Claro: ainda é a nossa época, mas eu tô falando “daquela” época... ah, vai lendo aí que, se você já chegou aos 30, vai entender direitinho de que época eu estou falando).
A coisa bizarra se chamava “performance”.

E fiquei pensando qual será a minha resposta quando a Alice, consciente já do passado modern de sua mãe, vier me perguntar (talvez até para um trabalho de escola!):

- “Mãe, o que era uma performance?”

Hummm... bem... vejamos...
A resposta tem que ser bem pensada; tem que deixar claro para minha filha que as performances, por mais estranhas que pareçam hoje, eram coisas muuuuuuuito modernas e bacanas, que a gente adorava ver e, quanto mais não gostasse, mais moderno você era. Porque a verdade é que na nossa época – e desta vez a expressão é válida para os dias de hoje também – não era muito moderno gostar das coisas, assim, sem criticar, pelo menos... o cabelo do performer.

Performer, para quem não sabe, era a figura que realizava a performance. Geralmente uma figura muuuuuuuito moderna e bacana, e um pouco sem o “senso da noção”.
Essa figura parava um evento qualquer – de preferência festa ou vernissage – para realizar alguma coisa beeeeem non-sense; uma coisa assim totalmente absurda, bem diferente de qualquer coisa que se espere que uma pessoa normal e com algum senso da noção vá realizar em público, mesmo sob efeito de substâncias ilícitas (coisa que, aliás, qualquer um na nossa época já estava mesmo).

Esta coisa bizarra que as figuras faziam é o que se chamava “a performance”.
O performer podia, por exemplo, simular uma sessão de análise com um manequim de vitrine, recitando em off trechos de algum poeta obscuro, e tendo ao fundo um amigo-performer-que-veio-dar-uma-força se passando por um engolidor de fogo (aquele que não engole nada... cospe! Cospe querosene em quem está mais na frente).

Ou rastejar pelo chão da galeria de arte usando apenas um macacão de lycra colorida e um cabelo bizarro, xingando os presentes e... lambendo seus sapatos.

Ou ainda chamar um grupo de amigas-gostosas-que-toparam-ficar-peladas para enfaixá-lo com gaze hospitalar ao som de “Home of the Brave”, da Laurie Anderson.

Enfim, Alice, estes são alguns exemplos de performances para você entender melhor do que se tratava este verdadeiro fenômeno cultural da juventude oitentista – embora sejam todas hipotéticas, uma vez que acabei de inventá-las (pena que eu tenha descoberto este talento com 15 anos de atraso!).

Eu sei que deveria ter escolhido algum exemplo real, já que assisti a tantas, mas, acredite, minha filha... não consegui me lembrar de nenhuma!
Aliás, uma das principais características de uma performance é a rapidez com que ela era deletada da nossa memória. A não ser, é claro, que você fosse um dos performers.

E por falar nisso, filhinha, já que você está interessada no assunto, acho que já tem idade para saber que... olha, não deixa ele nem sonhar que eu te contei, tá? É um assunto delicado, assim... meio tabu... mas é que... o seu pai, ele... bem... você sabe, eram os anos 80, né?... mas o seu pai... ele... ele era um performer!!!!

Eu mesma não cheguei a assistir a nenhuma das performances que ele fez – e aliás, só vim a saber do fato quando já estávamos em regime de coabitação. Se eu o tivesse conhecido como performer com certeza teria muitas críticas a fazer. No mínimo, eu diria: “que cabelo é esse dessa figura?!!!!” (e eu sei que ele tinha um cabelo bem bizarro mesmo na época).

Felizmente isso não aconteceu e, graças a isso, você está aqui hoje para me perguntar essas coisas. Bom, o que eu sei é que o seu pai criou, atuou e/ou deu-uma-força-para-um-amigo em algumas performances quase memoráveis.
Ele até me contou uma delas (não falei que os performers lembravam?!): chamava-se “Corte de Cabelo Ao Vivo” e era... bem... pelo que eu pude entender, eles cortavam o cabelo das pessoas ao vivo, era isso.

Mas acredite, filhinha: na nossa época isso era muuuuuuito moderno e bacana.
Deu pra entender?

: : Ju : :

(OBS: meu medo é que, caso essa onda de revivals se estenda por muito tempo, em vez de explicar tudo isso para Alice eu tenha é que pagar o mico de vê-la interrompendo algum vernissage de um dos meus amigos-artistas-plásticos – todos nós devidamente coroas nessa época – para realizar alguma performance bizarra de sua própria autoria. E ainda ter que ouvir os comentários:
“Essa menina puxou ao pai!... cabelo bizarro, heim?!”)


10:15 AM

18.4.02:::
 

E nós estamos no Correio Braziliense!

"Mamães jovens
Duas jovens de Belo Horizonte resolveram relatar a experiência inesperada e às vezes sofrida que é ser mamãe de forma precoce. Com humor e serenidade ao mesmo tempo, elas contam boas e interessantes histórias sobre seus relacionamentos com os bebês. Confira os detalhes em mothern.blogspot.com."

Hehehe! Obrigada pelo "jovens e precoce". Eu tenho 32, e a Ju, 31 anos. Nossas experiências não foram tão inesperadas assim. Alice (da Ju) e Gabriela (minha caçula) foram superplanejadas. Tudo bem, ser mãe é sempre uma surpresa única, mesmo que programada. Ah, e a gente sofre, mas goza!

: : Laura : :


10:15 AM

16.4.02:::
 

O post que estava aqui em breve estará no livro Mothern - Manual da Mãe Moderna.


8:18 PM

 

O post que estava aqui em breve estará no livro Mothern - Manual da Mãe Moderna.


7:56 PM

14.4.02:::
 

Quem tem criança tem acesso a coisas surreais da televisão. Uma delas é ver (e rever várias vezes) o Paulo Ricardo cantando o tema do Rabicó sem abdicar do tipo rouco-gostoso-olhar-43.

Ontem, na Cultura, tive o prazer de assistir a uma fábula infantil estrelada por ninguém menos que Mick Jagger. Era a lenda do Rouxinol, e o superstar (algumas décadas mais jovem) fazia o papel do imperador chinês. A maquiagem consistia em olhos puxados, bigodinho comprido de mandarim e cabelo preso num rabo-de-cavalo ereto com acabamento dourado. Foi um pouco estranho ver um chinês tão claro e bocudo, mas me fez repensar a inclusão de Mico, digo, Mick na nossa lista de piores pais. O cara que faz uma coisa daquelas, arriscando a sua fama rock'n roll, deve ser um pai no mínimo divertido.

: : Laura : :


9:12 PM

12.4.02:::
 

Linkania


Ai, ai! Agora, além de trabalhar 8 horas por dia, cuidar dos filhos o maior tempo possível, do marido o tempo que sobra e da gente mesmo quase nada, temos este novo vício-paixão-mania-descontrole que é o mundo dos blogs!!! É um universo totalmente irresistível. Como não acompanhar as DRs on-line de Marcelo e Zel? Ou a campanha anti-spam da Rossana e do Hernani? Como deixar de ler o dia-a-dia de pessoas bacanas como a Dani, a Fal, a Renata ou a Paula?
Neste universo tem de tudo: pessoas que a gente conheceu porque também são mães ou estão tentando. Pais mais que bacanas e suas mulheres à altura. Pessoas que moram longe, outras que mesmo morando perto, e trabalhando na mesma área, a gente só foi conhecer pela rede. Pessoas muuuuuuuito modernas. Gente que usa as facilidades do meio para falar sério, prestando um serviço para todos. Gente que usa o espaço para falar do que todo mundo gosta (e se não gosta é porque não experimentou direito). Gente que usava o meio para falar sobre o pão nosso de cada dia. (Esse, que pena, acabou! Eu adorava o niilismo da proposta.). Acabou também outro que merece entrar para a história: o blog-desabafo Eu Odeio Trabalhar Aqui (era a melhor coisa para se ler depois de um dia de trabalho chato). Se alguns acabaram, numa velocidade ainda maior outros surgiram: aqui, pelas mãos da Laura, a deliciosa proposta de compartilhar nossas heranças com todo mundo. E, claro, meu xodozinho atual: um inspirado amante latino que (mulheres, morram de inveja!) passa o dia ao meu lado!!!!!
Isso é só uma pequena amostra: em cada um dos links acima você pode descobrir outros, centenas, milhares (alguém aí tem uma estatística do número de blogs brasileiros na Rede?).
Pode até fazer melhor: pode criar o seu. (Depois escreva para a gente contando).


Have a nice blog-day!
Ju.


3:30 PM

9.4.02:::
 

Criamos um blog novo, o Heranças. Visite, participe, divulgue. Tá na roda.


8:12 PM

8.4.02:::
 

Ontem, vendo o comercial, comentei: essa sandália da Xuxa é horrorosa.
Nina respondeu rápido: horrorosa é você!
(Eu odeio a sandália da Xuxa)

: : Laura : :


3:43 PM

7.4.02:::
 

Sabedoria II

Para o Dedé, canudo era taludo.
Para a Gabi, cumbuca é com-boquinha.
Para a irmã da Dani crescer, sapatinho de alto.



9:15 PM

5.4.02:::
 

Ontem à noite, lá em casa.

Alice brincando com a caixa de bichinhos de plástico, pega a aranha e fala:
- Bisso fêo, fêo, fêo!!! Matá ele.
O irmão (o Dedé, meu enteado), do alto dos seus 9 anos de experiência de vida, ensina:
- Não, Lili, matar ele só porque é feio?! Tá cheio de gente feia por aí e a gente não vai matar elas.

Criança sabe ensinar as coisas.


10:04 AM

4.4.02:::
 

Em novembro, o pedido:
_Mãe, eu quero ganhar uma Susi Fada, você me dá?
_Dou, sim. (lembrando da Susi que tive quando criança)
_Dá???!!!
_Dou, meu amor.
_(Sorriso maravilhoso).

Nina passou um mês contando pra qualquer pessoa que encontrasse que ia ganhar uma Susi Fada no Natal. Nas conversas dela, havia uma leve referência a uma roupa de fada que caberia numa criança de 4 anos. Pensei: legal, a boneca vem com uma fantasia.

No dia 24 de dezembro, fomos à loja e perguntamos:
_Você tem a Susi Fada?
_Tenho sim!!! (sorriso aberto)
Pensei: como essa boneca deixa as pessoas felizes!
O vendedor mostrou uma caixa gigante do nosso lado, tipo um sarcófago cor-de-rosa. Lá dentro, uma aberração: a boneca era imensa, enorme, maior do que a Nina. Até bem-feitinha, mas de um tamanho inadmissível para um brinquedo, com dimensões muito humanas para não incomodar qualquer pessoa que já tenha visto um filme de terror. Eu e Leo nos olhamos: e aí?
Nina tinha a certeza de que ia ganhar a Susi Fada. E nós não tínhamos tempo para prepará-la ou convencê-la do contrário. A decepção seria ainda maior do que a nossa surpresa. Perguntamos derrotados:
_Quanto custa?
Não me lembro o valor, mas sei que tinha 3 dígitos e que dividimos de 3 vezes no cartão. Saímos carregando aquele trambolho pelo trânsito de véspera de Natal, já pensando no nome que daríamos a ela: Susi Foda, Susi Furada ou Susi Facada.

Nina amou o presente, é claro. Até hoje veste a fantasia de fada e outro dia levou o monstro loiro pra escola vestido com um uniforme dela. O problema é que a Susi é tão grande e desajeitada que uma criança de 5 anos não consegue se divertir sozinha com o brinquedo. Então lá vou eu, mãe, vestir a Susi Fada, dar banho na Susi Fada, pentear a Susi Fada etc etc etc.

A lição:
Nunca prometa ao seu filho um presente sem saber exatamente do que se trata. Você corre o sério risco de ter que comprar um freak show toy.

: : Laura : :


6:27 PM

 

Ontem meu marido pariu. Ele diz que o bebê é meu filho, mas não acredito muito. Não fiz muito por ele. Dei força no começo e, no final, suportei do meu jeito as alterações de humor, o medo e a ansiedade de quem vai dar à luz. Preparei uma capa para protegê-lo e fazê-lo bonito. Daqui a alguns dias, o teste do pezinho, digo, a defesa.
Ele agora, prontinho, cochila do meu lado e tem um pedacinho que diz assim:

“Agradeço especialmente à Laura, amiga, companheira, mãe das meninas mais lindas do planeta, revisora deste trabalho, espero retribuir à altura todo seu apoio e amor.”

Meu marido é uma mãe generosa.

: : Laura : :


11:24 AM

 

Plantão-mothern-de-última-hora:

Lamentamos profundamente o ocorrido com o apresentador Pedro Bial, aproveitando a lembrança de seu nome para informar que ele foi um dos esquecidos na lista dos piores-pais-que-uma-mothern-pode-escolher.
Para ele, nosso lema é: "Não basta ser pai. Tem que deixar a mãe participar".
E reafirmamos nosso total repúdio à violência. Mesmo que seja contra aborígenes.


11:11 AM

3.4.02:::
 

Descobri ontem e adorei: Dropsdafal.
::Laura::


4:46 PM

 

Meu lado prático abomina animais domésticos. O outro se comove e se impressiona com as lembranças de infância. As minhas, as que a Zel tem contado e esta da Patrícia:

"Como quando era na infância e o lote vago do lado era um ninho de gatos. Eu sempre fui louca por gatos. Chamava 'bichin, bichin', imitava 'miu, miu', levava miolo de pão molhado no leite. Ficava namorando de longe, mas com O DESEJO.
- Queria ver com a minha mão!
Era só o adulto distrair e então acontecia. As palmas das mãos coçavam, os dedos não tinham sossego, até que uma pedra fosse escolhida e arremessada. Eu tinha boa pontaria. Em geral acertava a cabeça do filhote, que era rapidamente socorrido. Por mim, obviamente:
- Ah, coitadinho, vou cuidar de você.
Lavava o local do ferimento com água e sabão de coco, secava os pêlos no salão de beleza da Susi. Passava água oxigenada, merthiolate, fazia curativo. E o pobre gatinho, doído de tanto amor.

É. Nunca entendi esse tipo de comportamento. Sei que tinha um nervoso, uma gastura, coração acelerado e dentes cerrados. Sei que foi de onde tirei que a crueldade e a inocência andam de braços dados."


4:28 PM

2.4.02:::
 

Andei relendo este blog e descobri uma maneira infalível para você, leitor, saber quem-escreveu-o-quê nos nossos posts. É só lembrar: Juliana-é-aquela-que-adora-unir-as-palavras-com-hifens.
(E prometo que daqui pra frente vou tentar me controlar.)

: : Ju : :


11:45 AM

1.4.02:::
 

Fechando a série de posts mal-humorados que assola este blog, segue a relação dos piores-pais-que-uma-mothern-pode-escolher-para-seus-filhos (todos devidamente testados por pobres mulheres desavisadas):
. Amyr Klink. Hors-concours na categoria. Até o Abominável Homem das Neves (é, aquele, parente do Sasquatch) deve ser um pai mais presente. Se você não é uma pingüim-fêmea, não entre nesta gelada.
. Mick Jagger. Não tem pensão milionária que nos faça desejar este carma para um filho! Se ele vier para o seu lado com aquele papo de “let’s spend the night together”, lembre-se: “it’s only rock-and-roll”. (Claro, não é o caso de recusar, mas redobre as precauções!)
. Gugu Liberato. Sabadão, enquanto você sai para a balada seu filho fica aos cuidados do pai, ouvindo “passarinho quer dançar, o rabicho balançar...”. E se aquele cabelo for um tipo de gene dominante?!!!!
. Michael Jackson. Já pensou: seu filho morando num lugar chamado “Neverland”, em companhia daquela mutação-que-canta-dança-e-mia?! E ainda tendo que chamar a Janet de tia?
. André Gonçalves. Como bem disse a Patsi, respondendo à nossa enquete, “Tipo, meu bebê ia ser meio-irmão dos bebês da Dara e da Myriam Rios? Me inclua fora dessa!”
. Dr. Albieri. O cara nem te come antes, e você acaba parindo o Murilo-Benício-fingindo-que-tem-18-anos (argh!!!!).

Se você também entrou numa furada e teve um filho com um aborígene que não deu conta do recado, denuncie! E vamos nos unir para entoar juntas aquele mantra clássico, criado por um comercial mothernésimo que passava na nossa infância: "Não basta ser pai. TEM que participar!" (Prêmio Mothern de redação publicitária!)


7:26 PM

 

Um desabafo e alguns esclarecimentos

O DESABAFO:
. Nós não agüentamos mais este layout de gatinhos!

OS ESCLARECIMENTOS:
. Nós não criamos este layout de gatinhos. Ele estava dando sopa lá no blogger e escolhemos o que achamos mais fofinho.
. Nós não gostamos mais deste layout de gatinhos. A verdade é que desde a segunda semana eles já tinham dado o que tinham que dar, mas estão aí porque tem sido mais fácil pra gente escrever do que fazer coisas em html. Aliás, tem sido mais fácil fazer qualquer coisa do que fazer layout em html.
. A Laura é designer e se envergonha um pouco desse layout. Ela já até criou um novo,
mas não sabe bem o que fazer com ele, apesar de algumas pistas remotas dadas pelos garotos da web.
. Nós não gostamos de animais de estimação. Nós não temos gatos nem cachorros nem coelhos nem furões nem periquitos e nem peixes nós temos. Nós ainda achamos que nossas crianças já dão trabalho demais e concordamos com o velho Dusek em “troque seu cachorro por uma criança pobre”.
. Nós quase não temos roupas nas cores presentes neste layout. A possibilidade de encontrar a Laura vestindo salmão com patinhas ou a Juliana de bege com rosa é bem pequena. A Laura tem uma camisa de cobra e a Ju, uma camiseta preta com sapos.
. Nós babamos quando vemos blogs lindos como este e rezamos para um dia encontrarmos uma boa alma que nos explique como se faz para criar um template personalizado. Ou que tenhamos tempo para aprender a fazer.
. Nós sabemos que a fonte do Mothern aí em cima é pesada e horrível e que o texto em roxo é medonho.
. Nós não somos pessoas docinhas ou sonsinhas como pode parecer. Bem, às vezes um pouquinho, mas a Laura é invocada e a Ju é de escorpião.
. Nós acreditamos piamente que existe vida além da saída da maternidade.
. Nosso livro de cabeceira NÃO é aquele guia do Dr. De Lamare (que aliás a gente nunca leu).
. Nós não usamos perfumes florais.
. Nós não falamos coisas como “fazer amor”.
. Nós não saímos para tomar refrigerante.
. Nós não gostamos da música dos cinco patinhos.
. Nós gostamos das músicas do Moreno Veloso (e, claro, do pai dele).
. Nós não postamos letras-de-músicas-que-gostamos quando não temos idéia do que escrever neste blog.
. “Nós não compramos nada de quem faz spam. Nós não sustentamos os parasitas da internet”.
. Nós não somos a mesma pessoa. Juliana Laura é uma alucinação coletiva criada pela ficha de inscrição do blogger.


4:25 PM