Mothern - Manual da Mãe Moderna

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As 500 melhores coisas de ser mãe

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30.9.02:::
 

O CEIS - Centro de Experimentação em Imagem e Som está promovendo mostras que podem interessar ‘as motherns de BH:

"E-(d)entity: Female Perspectives on Identity in Digital Environments.

Esse é o nome de uma coleção de 11 vídeos realizados nos últimos vinte anos por diretoras de diferentes países, e que têm por tema a cibercultura e a forma como ela afeta, expande, confunde e compromete a identidade feminina.
A coleção foi dividida em duas partes, para a exibição no programa Mundo: Vídeo da Mostra Vídeo Itaú Cultural. A primeira parte mostra nesta semana os seguintes trabalhos: Etant Donné Le Bleu; Hiatus; On The Flies Of The Market Place e U&I dOt cOm.

Mundo: Vídeo - E-(d)entity (parte 1)
Dia 2 de outubro, quarta-feira, às 12h30 e 19h30
Local: Itaú Cultural - rua Goitacazes, 29 - 3222 8160

Pequenos Adultos

O festival Os Pequenos Adultos apresenta seis filmes, de diferentes diretores do cinema francês, que nos proporcionam alguns dos mais belos retratos da infância, revelando sua complexidade e nos deixando crer que os pais nunca estão à altura de seus filhos.
Em cada um dos seis dias do Festival, será exibido um filme. São eles, respectivamente: Os Apaixonados, A cidade das crianças perdidas, A sombra de uma dúvida, Pinga fogo, A guerra dos botões e Mouchette, A virgem possuida.

Mostra os Pequenos Adultos
De 1 a 6 de outubro, às 17h30
Local: Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes"

: : Laura : :


6:01 PM

 

Utilidade pública:

Seu filho nasceu com pé torto congênito?
Antes de operá-lo, conheça aqui tudo sobre a técnica de Ponseti, que tem alcançado ótimos resultados, sem cirurgia.

: : Ju : :


3:34 PM

29.9.02:::
 

A Cláudia, do CLIC, nos mandou mais dicas do que fazer com crianças nos dias em que São Pedro não colabora:

"- Construir cabanas dentro de casa, com panos (lençóis), barbantes e um pouco de fita crepe. Com alguns objetos cenográficos a sua escolha, a cabana pode virar casinha (brinquedos de casinha), casa de terror (velas, máscaras...), sala de cinema (associada ao vídeo), salão de cabeleireiro, conta-contos (almofadas, travesseiros e livros) ad infinitum...
- Fazer jogos no chão da casa com fita crepe: trilhas, amarelinha, boliche...
- Montar um aquário junto com as crianças;
- Fazer caça ao tesouro ou chicotinho queimado dentro de casa;
- Construir maquetes;
- Ahhh... revisitar o velho Projetor de Slides com aquelas historinhas imperdíveis do Braguinha, aquelas dos disquinhos coloridos que há pouco tempo foram re-lançadas em CD: Dona Baratinha, o Macaco e a Velha, Ali Babá... Eu tenho os slides ainda, de quando era criança. As crianças amam! É uma dimensão de tempo diferente da que elas conhecem, muito bacana mesmo."


7:54 PM

27.9.02:::
 

Amanhã, sábado, tem comício final do Lula em Belo Horizonte, na praça da Estação às 20h30, com participação do Skank.
Enquete mothern: você levaria suas crianças a um comício político?
Responda aqui.

: : Laura : :


5:44 PM

26.9.02:::
 

Santa Clara ouviu minhas preces, e parece que o perigo se dissipou. Mas, de qualquer forma a primavera taí e é preciso estar preparada para um dos pesadelos da mãe moderna:

O fim de semana chuvoso com crianças.

Primeiro eu tenho que deixar claro que EU ODEIO CHUVA.
Tá, tá, eu sei: as chuvas são um fenômeno essencial para a manutenção do ecossistema planetário e das atividades agrícolas humanas.
Mas, convenhamos, tirando o fato desse fenômeno climático ter inspirado uma das melhores músicas de uma das melhores fases do hoje nominado Jorge Benjor, qual a utilidade da dita cuja em ambientes urbanos?
Que eu saiba, nas grandes cidades as chuvas só servem para derrubar árvores e barracos, enlouquecer semáforos e provocar hecatombes de beleza em criaturas que, como as garotas da foto acima, ostentam sobre a cabeça cachos mais ou menos definidos segundo a variação da umidade relativa do ar.
Depois que a Alice nasceu eu descobri um motivo ainda mais forte que todos esses para me fazer odiar chuva. Não há nada mais cansativo no planeta (exceto, talvez, a colheita manual de algodão nos campos de Moçambique) do que tentar entreter um ser humano com toda a energia de sua primeira infância em dias chuvosos!
Se a chuva resolve cair justamente no final de semana, então você realmente tem um problema. Por que final de semana com crianças é sinônimo de programas externos, como parques, praças, clubes, sítios, praias (para quem tem a sorte de estar no litoral) e afins. E nada disso combina com chuva (se é que alguma coisa combina...).
Portanto, se aquela água fria e barrenta insistir em cair do céu justamente no seu sagrado dia de descanso, leitor amigo, console-se pensando que eu certamente estarei bem mais mal-humorada que você (porque além de tudo vou estar concorrendo ao prêmio The Worst Hair Day of The World), e tente amenizar o problema seguindo as dicas abaixo:

. Informe-se com outros pais de sua confiança sobre os melhores espetáculos de teatro infantil em cartaz. Isso porque entrar num teatrinho infantil sem nenhuma indicação é grau máximo na escala risco-roubada. E, mesmo com boas indicações, em caso de chuva prefira ir de táxi. Com certeza não haverá nenhuma vaga disponível para você num raio de 15 quarteirões dali.
Para quem está em Belo Horizonte, uma boa dica é “A Maior Flor do Mundo”, no Teatro Izabela Hendrix (R. da Bahia, 2020), adaptação de um lindo livro infantil do Saramago. A peça está em cartaz sábados e domingos, às 17 horas.

. Compre um livrinho de atividades desses que vendem em bancas, esparrame lápis e canetinhas pelo chão e aproveite para voltar um pouco ao seu tempo de pré-escola. Ligar pontinhos até hoje é uma delícia.

. Faça um revezamento de crianças com seus irmãos ou outras amigas motherns. Você fica com os seus e os deles no sábado, e eles com todos no domingo. Ou, se não quiser radicalizar, um fica no turno da manhã até depois do almoço, o outro cobre o turno tarde/noitinha. Acredite: se é para ficar em casa, quanto mais crianças, menos trabalho você terá, porque elas vão preferir brincar entre elas e sua presença só será solicitada vez ou outra para resolver os indefectíveis conflitos de interesse.

. Reúna a família toda para aquelas velhas e divertidas brincadeiras calminhas, como passa-anel, telefone-sem-fio, seu mestre mandou, mímica, adedanha, etc. O único problema é que, se a família for você e seu filho, vai ficar meio difícil achar brincadeiras compatíveis com o escasso número de participantes.

. Shopping, só em ultimíssimo caso, se você já estiver criando mofo, e esgotado todo o seu repertório de brincadeiras indoor. Pais da cidade inteira vão ter a mesma idéia: os corredores, as praças de alimentação, os cinemas, as ‘Hot Zones’ e até os banheiros estarão insuportavelmente lotados. Não arrisque.

. Passe logo cedo na locadora. À tarde só restará nas prateleira as cópias legendadas do “Coelhinho peralta 3”. E um filminho novo pode ser sua última cartada.

. Se você não tem muito medo de bagunça, promova uma festa à fantasia. Esparrame suas roupas pela cama e divirta-se: a blusa mais colorida do seu armário transforma sua filha na Emília, um boné invertido e meias amarradas nas mãos fazem seu garoto se sentir o próprio Ash (o herói dos Pokemóns). E você pode colocar sua roupa mais glamourosa, esparramar-se pela cama e ganhar preciosos momentos de descanso encarnando a Bela Adormecida.

. Evite espelhos. Mesmo que todas as dicas acima consigam tornar o seu fim de semana chuvoso uma experiência quase agradável, a visão do estado em que o seu cabelo se encontra vai trazê-la de volta à realidade. Chuva sucks!

: : Ju : :


12:17 PM

25.9.02:::
 

Atualização rápida para os blog-addicted:

Daniel Pádua é uma simpatia, que fala com generosidade dos mil projetos e idéias bacanas nos quais está envolvido. Um dos mais interessantes vai acontecer aqui em BH no início de dezembro. Mais informações aqui.

: : Ju : :


12:29 PM

24.9.02:::
 

Diálogo na padaria:

(Pat) - Tem um carinha novo lá na web, um freela...
(eu) - Dessa leva de bonitinhos?
(Pat) - É, é bonitinho, sim... meio novo.
(Cecilia) - Como é o nome dele?
(Pat) - ééééé... ah, não lembro.
...
(Pat, p/ Ju D. que chegou) - Como é o nome daquele menino novo lá da web?
(Ju D.) - Daniel
(Pat) - É, Daniel.
(Ju D. para mim) - Ele é aquele, Daniel Pádu...
(eu) - O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!!!!!!! O DANIEL PÁDUA TÁ TRABALHANDO AQUI NA AGÊNCIA?!!! GENTE, ESSE HOMEM É UMA SUMIDADE, E VOCÊS ME DÃO ESSA NOTÍCIA ASSIM?!!! VAMOS LÁ, EU TENHO QUE CONHECER ESSE CARA!!!!!!!
(Todas as outras) - Daniel o quê?! Quem é esse?!
(eu, exaltadíssima) - DANIEL PÁDUA!!! GENTE, ESSE HOMEM É UM GÊNIO, ELE É O INVENTOR DO BLOGCHALKING! ELE É FAMOSÉSIMO NO MUNDO-BLOG!!!!!!

Corri para o 14º andar, mas o mais ilustre freela que já passou por aqui já tinha ido embora.. e nenhum dos seus coleguinhas de trabalho (exceto a Ju D., que o contratou) sabia com quem estava trabalhando e o que era o tal invento do rapaz!

Moral da história:
O universo realmente se divide entre blogueiros e não-blogueiros.

(Aguardem cenas do próximo capítulo:
UMA MOTHERN SE APRESENTA)

: : Ju : :


7:39 PM

 

Nota de Protesto e Esclarecimento Fashion

Não participei do processo de arrumação das minhas filhas para o evento em que foram damas, não dei palpite no vestido, não escolhi o sapatinho. A comitiva da noiva marcou (e pagou) a hora no salão e o Leo foi levar. Já adivinhando o que pretendiam, dada a persistente moda de cabelos lisos que assola o mundo feminino, recomendei que não fizessem chapinha na menorzinha. Não por razões estéticas, mas pelo medo de que aquela coisa queimasse a pele da minha espevitada menina. Ela mesma disse: eu não quero tirar meus cachinhos.
Cheguei ao salão mais tarde e quase não a reconheci. Parecia o túnel do tempo. Gabi estava parecidíssma com Nina, a mais velha de cabelo liso. A pequena balançava o cabelo pra lá e pra cá, se olhando no espelho.
Na festa, quando não estava dançando, vencendo o troféu Volume da Pista , Gabriela penteava demoradamente o cabelo com uma escova que descolou na bolsa da avó. E dizia não querer mais os cachinhos.
No dia seguinte, a chuva trouxe de volta o look original de minha filha. Ontem ela teimou em escovar o cabelo anelado na hora de ir para a escola e assim foi, com uma fina penugem black power em volta da cabeça. ‘A tarde, lavou o cabelo e enfim tive minha filhinha com cachos e caracóis de anjinho.
As pessoas fizeram a maior festa em torno da cuia de cabelos lisos de Gabi. Eu sempre dizia: é, mas os cachinhos também são fofos.
Desejo sinceramente que a onda da chapinha não dure tanto e que, na adolescência delas, o cabelo anelado volte ‘a moda.
(Mas que ficou lindo, ah, isso ficou.)

: : Laura, que já curtiu muitos momentos-chapinha : :


2:41 PM

23.9.02:::
 

Lista para Edival

Mesa de boteco.
Maracatu Atômico na Broaday.
Amanhecer dentro de um carro.
Um homem que liga no dia seguinte.
Tão bom que dá até choque.
Despedida em Ouro Preto.
Um bilhete de amor por dia.
Barraca na Serra do Cipó.
Seu filho no meu colo.
Você no meu colo.
Barracão na vizinhança.
Surtos de ciúmes.
Suas coisas na minha casa.
Rosto colado em Santa Tereza.
Restaurantes japoneses.
O zen.
Itaúnas. Morro de São Paulo. Buenos Aires. Tiradentes.
Nossa cama.
O casamento mais bonito que já houve.
Planos que sempre se encontram.
Minha barriga crescendo.
Ver sua filha nascendo.
O mundo que sonhamos para ela.
Mais um aniversário ao seu lado.
Todos os dias ao seu lado.
Esta certeza.
Sempre esta certeza.

: : Ju : :


11:04 AM

 

Um relato sucinto, só para vocês terem uma idéia do nível a que a coisa chega:

4h30 da madrugada. Acordo com Alice tossindo horrores lá do outro quarto. Levanto, preparo um conta-gotas cheio de extrato de sálvia com água. Despejo o conteúdo na boca dela, que continua dormindo. Ainda sem abrir os olhos e com a voz sonolenta, a pergunta infalível:

- Por que esse remedinho é de pingar?...

: : Ju : :


10:01 AM

21.9.02:::
 

Cenas de um casamento

I. Leo se arrumando em casa, com gel no cabelo. Nina:
_ Pai, cê tá com algum problema?

II. Nina e Gabriela de daminhas, lindas. Gabi entra muito devagar, gingando a cada passo. A platéia ri enternecida.

IV. No banheiro da festa, a moça mexe no cabelo e fala pra amiga:
_A chapa é a invenção do século.

III. O cara da banda vê Nina cantando e pergunta:
_Ela já tem empresário?

: : Laura : :


10:58 PM

 

Pergunta da Lucila:
O que você pode fazer quando sua mãe liga pro seu trabalho reclamando que sua filha enfiou uma banana no videocassete?

: : Laura, rindo muito : :


10:42 PM

 

Olha só que luxo:

Uma matéria da nossa leitora e amiga Fernanda, com depoimentos destas motherns que vos falam!
Claro que vocês vão ler, né?!


10:28 PM

18.9.02:::
 

O post que estava aqui em breve estará no livro Mothern - Manual da Mãe Moderna.


7:07 PM

 

A criança de 3 anos enquanto crítica das manifestações culturais urbanas

Na rua.
Nina leu e perguntou: Mãe, o que é "blussões"?
Eu: É "blusões", Nina.
Nina: Ah.
Gabi: E por que eles não escreveram sobre a não-blusa?
(???)

Em casa, chegando da escola.
Eu: Gabi, que mão suja é essa?
Ela: É arte.

Na videolocadora, vendo cartazes de filmes de Russel Crowe, Schwarzenegger, Tom Hanks.
Gabi: Mãe, todos eles usam barba-beija-e-dói.

: : Laura : :


6:13 PM

 

Altamente recomendável:

Hoje, às 19 horas, estréia o espetáculo "O Rei de Quase Tudo" – teatro infantil de bonecos da melhor qualidade, com direção de Wanda Sgarbi e Bernardo Rohrmann, e assistência de produção da Lu-minha-prima.
Na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia (aquela ao lado do batalhão da polícia e do Café do Sol), aqui em BH.

Eu e a Lili vamos estar lá. Apareça você também!

: : Ju : :


3:40 PM

 

Entrevista bacana, com uma mothern mais bacana ainda.


3:27 PM

17.9.02:::
 

”É tarde, é tarde, é tarde...”

Vai ver que é só comigo, vai ver que toda Alice traz consigo um coelho afobado e sempre atrasado, mas a verdade é que eu tenho essa dúvida:

Será que alguma mãe consegue ser pontual?

Parece simples, parece que é só uma questão de organização e disciplina, mas, com uma criança pequena ao lado, esses conceitos se diluem no caos da realidade.
Visualizem a cena:
6h40 - a criança te acorda, chamando seu nome lá do berço. Você, que sempre adorou dormir até mais tarde, e no auge da sua vida de baladas chegava a acordar às 15 ou 16 horas, tenta cutucar o marido para passar a tarefa ingrata pra frente. Vira para o lado e encara a realidade: hoje é um daqueles dias em que ele dá aulas de ki-aikidô às 6h da madrugada para outros anormais que, como ele, estão de pé a essa hora.
6h45 - Mais um grito de “mãããããããããe” lembra a você que alguém tem de fazer o serviço, e não há mais ninguém em casa. Conformada com o destino que traçou para si, esfregando os olhos e procurando os óculos na cabeceira, a mãe inicia sua jornada contra o relógio.
6h58 - Você traz a criança para a sua cama e, enquanto ela toma a mamadeira que você sabiamente deixou preparada de véspera, aproveita para fechar os olhos e descansar só mais um pouquinho...
7h30 - A cutucada de uma marionete manipulada por sua filha faz você despertar para a situação: meia hora se passou naquele instante de cochilo, metade da caixa de brinquedos da criança está espalhada pelo seu quarto e agora, sim, você precisa correr.
7h42 - Você traz o resto da caixa de brinquedos para o seu quarto, tranca a porta para garantir que sua filha não vai aprontar alguma na cozinha e entra embaixo do chuveiro, prometendo que desta vez vai conseguir tomar um banho bem rapidinho.
8h15 - Você sai do banho. Mais uma vez aquela deliciosa água quentinha fez sua mente viajar para bem longe dali, e agora você já pode se considerar realmente atrasada.
8h25 - Enquanto cata os brinquedos sob protestos veementes da filha, você tenta vestir as peças de roupa sem tropeçar em nada. Obviamente a filha não concorda com a escolha da mãe, arma um escândalo e quer escolher ela mesma a roupa que você vai usar. Vencida no grito, você abre o guarda-roupa e reza para ela não escolher nada muito bizarro.
8h30 - Você se recusa a vestir a blusa de estampas psicodélicas cor-de-rosa com a calça de bolinhas azuis. Isso aumenta consideravelmente o escândalo da criança, mas desta vez você consegue ser firme: é a sua credibilidade-fashion que está em jogo.
8h42 - Com ajuda da boneca da Mônica, devidamente dublada por você, sua filha enfim aceita colocar a roupa de ir para a escola e escovar os dentes.
8h50 - Ainda calçando o sapato da criança, você carrega até a garagem bolsas, sacolas, merendeiras e... cadê as chaves? Volta, procura, convence a criança de que não, não dá para ligar a TV agora, encontra a chave na cozinha e corre de volta para o carro.
9h03 - Você chega à escolinha e constata a realidade: outra vez sua filha perdeu quase toda a aulinha de música, uma das mais bacanas da escola. Despede-se, e volta para o carro com uma firme resolução na cabeça: “na próxima reunião de pais eu vou sugerir que eles mudem esta aula para o final do horário! E por falar em reunião, não era hoje aquela reunião com a produtora às 8h30?!!”

: : Ju : :


11:06 AM

12.9.02:::
 

O post que estava aqui em breve estará no livro Mothern - Manual da Mãe Moderna.


9:57 PM

11.9.02:::
 

Só para não dizerem que a data passou em branco, resgato para vocês um poema de um conterrâneo nosso, que a Patrícia, com seu peculiar talento para a garimpagem, nos enviou poucos dias após aquele dia:

ELEGIA 1938

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
A noite, se neblina, abre guarda-chuvas de bronze
ou recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.


Carlos Drummond de Andrade
(há 64 anos)

: : Ju : :


4:00 PM

10.9.02:::
 

Que isso aqui é um blog de mães, todo mundo já sabe. Então é claro que de vez em quando rola um momento corujice-descontrol. Dá licença, tá?

Sabedorias da Alice

Elevador = Levador
Espreguiçando = Preguiçando
Futebol = Chutebol

Vocês também não acham que os filólogos deveriam consultar minha filha de vez em quando?

O Lado Paradisíaco da Maternidade

E tem aquela velha máxima que diz que “ser mãe é padecer no paraíso”. Tá, o lado “padecer” todo mundo já entendeu. Ontem à noite eu tive mais uma amostra desse “paraíso”. Estava fazendo a Alice dormir na minha cama quando ela, ainda acordada, pede para ir para o berço. Eu levo, volto para minha cama e começo a ler. Um bom tempo depois, quando eu jurava que ela já tinha dormido há muito, ouço a vozinha lá do outro quarto:
- Mãããããããããããe....
Curiosa por saber como ela conseguiu ficar tanto tempo no quarto escuro sozinha, eu pergunto:
- Lili, em que você ficou pensando aqui esse tempo todo?

- Pensei que eu te amo tanto, mamãe!

(22 horas de trabalho de parto? Tiro de letra!)

: : Ju : :


11:10 AM

8.9.02:::
 

Mudando de assunto: Mãe, você é uma chata!


9:37 PM

6.9.02:::
 

Não é sobre criança, não dá pra levar os pequenos, mas eu achei legal:

"Outros Jornalismos
Jornalismo, internet, cultura contemporânea. Estes são os temas do Seminário Puc Minas - OUTROS JORNALISMOS: A CULTURA NOS MEIOS ELETRÔNICOS E DIGITAIS. O evento marca o lançamento oficial do projeto Site-Referência Jornalismos Culturais na Rede e o primeiro aniversário do Ceis (Centro de Experimentação em Imagem e Som).

Confira a programação, gratuita e aberta a todos os interessados:
dia 10/09
- Imagens da Cultura - uma arqueologia do vídeo independente no Brasil: mostra de vídeo comentada por Solange Farkas (Associação Videobrasil). Às 10h30 - auditório I - prédio 5 - campus Coração Eucarístico.
- A cultura nos meios eletrônicos e digitais: mostra de projetos experimentais comentada pelos autores. Às 19h30 - sala Multimeios - 31, bloco I - campus São Gabriel.
dia 11/09
- Cultura e Comunicação na Internet: palestra da prof. Drª Lúcia Santaella (PUC-SP). Às 10h30 - auditório I - prédio 5 - campus Coração Eucarístico.
dia 12/09
- Diálogos: Jornalismos Culturais na Internet: debate com o colunista Paulo Roberto Pires, a editora Gracie Santos, e a professora Daniela Serra. Às 10h30 - auditório I - prédio 5 - campus Coração Eucarístico."

: : Laura : :


6:41 PM

5.9.02:::
 

- eu quero!
- não, não pode.
- eu quero!
- já falei: não!
- mas eu quero, quero, quero!
- não, não e não.
(...)
- Buááááááááááááááááááááááááááááá!!!!!!!!!
- Tá bem, tá bem: toma!

O diálogo fictício acima é só um exemplo ilustrativo da Segunda Verdade Universal e Irrefutável:

O Poder Persuasivo do Choro.

Parente próxima d’A Verdade – que aliás só se justifica pela veracidade desta – a Segunda Verdade deriva de um gene ancestral que se manifesta na raça humana aos primeiros sinais de sua fase adulta: o gene da ojeriza ao choro.
A Segunda Verdade se resume nisso: fazemos qualquer negócio para ficar livres de alguns decibéis de choro atormentando nossas cabeças. É como um poder hipnótico. A criança chora de lá e simultaneamente todas as suas sinapses repetem o mesmo comando: “Fazer esse barulho parar! Fazer esse barulho parar!”
Trata-se de um gene dominante e presente em todas as raças. Aliás, se algum dia houve um agrupamento humano com a versão recessiva desse gene, foi extinto há milênios. Provavelmente porque suas crias não sobreviveram aos 3 primeiros meses de vida, época em que o bem-estar do bebê é totalmente dependente da ojeriza que sua mãe tem a vê-lo chorar.
Qual outra razão poderia explicar o fato de uma mulher recém-parida, cansada e dolorida levantar de sua própria cama quentinha 3 ou 4 vezes durante a noite para oferecer seu peito já machucado àquela boquinha insaciável?
O que justifica é exatamente isso: se ela não for, se atender à sua vontade predominante de virar para o lado e continuar a dormir, aquela criança vai começar a chorar; primeiro devagarzinho e depois num crescendo até que mesmo os adultos não envolvidos na concepção daquele bebê (como o vizinho... supondo que realmente o vizinho não esteja envolvido) vão apelar para que ela FAÇA ALGUMA COISA PARA O BEBÊ PARAR DE CHORAR!!!!
Não tem como escapar, está em nossos genes, é isso.
(...)
Por falar nisso, estou ouvindo alguma coisa ali do quarto da Alice...
Oh, não, esse barulho...
"Todos os comandos ativados, todos os comandos ativados: fazer choro parar! Fazer choro parar!”
(Eu tenho que ir, é mais forte que eu.)

: : Ju : :


9:40 AM

3.9.02:::
 

Momento Shiva

Uma amiga viu a seguinte cena: a mulher muito barriguda, tipo nove meses, com duas crianças pequenas, fechando a cadeira de praia... com o pé.
(Fazemos coisas incríveis para multiplicar os braços.)

: : Laura : :


11:32 AM

1.9.02:::
 

As caixas invisíveis

Me mudei há um mês. Nos primeiros dias, foi uma gincana, trabalhando duro para pôr as coisas no lugar e deixar a casa habitável. Pois bem, habitável está. Mas sobraram coisas para arrumar, muitas coisas, coisas em caixas, na sala. Caixas pardas de mudança, com logos de empresas desconhecidas, entulhando a minha casa e fazendo parte da paisagem do meu café da manhã. Me lembrando que tudo na vida é mutante, transitório, passageiro, menos o motorista e o trocador.
Há alguns dias disse para o Leo: eu não agüento mais ver essas caixas aí. Ele responde tranqüilo: sabe que eu nem estou vendo elas mais? Achei um absurdo. Sei que elas contêm documentos importantes. Sei que elas juntam poeira. Mas eu sempre tenho outra coisa mais legal para fazer do que esvaziá-las e arrumar um lugar para as coisas que estão lá dentro. Elas me incomodam, sim, mas só um pouco. Para falar a verdade, eu nem estou vendo isso mais.

: : Laura : :


11:31 PM

 

Nina explicando:
_Gabi, palavrão são aquelas palavras feias, mas eu não posso te falar quais são, porque elas são palavrão, entendeu?

: : Laura : :


6:56 PM

 

Quando vêm que eu estou conectada, as meninas pedem para entrar no site do Sítio, do Cartoon, da Mônica ou em qualquer outra coisa que apresente um www antes do nome. Ontem, numa dessas, descobri uma curiosidade: em 1969, nasceram as trigêmeas Ana, Teresa e Elena, filhas de Roser Capdevilla, a senhora catalã que, 14 anos mais tarde, criou as personagens do famoso desenho animado.

: : Laura : :


6:46 PM

 

Fim de semana tem dessas coisas...

Algumas mães, mais do que os pais, têm uma estranha compulsão por mexer em time que está ganhando.
Estava eu aqui no computador, num domingo nublado, podendo abusar da internet e fazer meus postzinhos tranqüila. As meninas assistiam com prazer e atenção a um desenho do bem, o Franklyn. Tudo certo demais. Então, num lampejo de insanidade, sabendo que era a ruína dos preciosos momentos de paz, eu chamei: Nina, a vovó respondeu o seu e.mail! Ela abandonou a tv na hora e a irmã veio atrás. Quando chegaram as duas, eu vi a bobagem que tinha cometido. Nina leu a mensagem, Gabi quis saber, Nina quis responder sozinha (incluindo todos os acentos), Gabriela, imitando cachorro, esbarrou na régua e desligou o equipamento, a conexão caiu, o computador deu pau. Tentando tornar a redação mais produtiva, fui assistir Percy, o Guarda Florestal com a menor, que não quis sair do meu colo quando finalmente chegou a minha vez de usar o computador.
Por isso, amiga mothern, pense duas vezes antes de interromper uma atividade em que seu filho esteja feliz e guarde a surpresa na manga para um momento em que ele precisar de distração. Você pode até odiar mesas-redondas de futebol, mas, nesse caso, vale aquele clichê macho-esportivo: não se mexe em time que está ganhando.

: : Laura : :


10:03 AM