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20.2.06:::
 

Diretamente do nosso livro de visitas:

olivia ( sem email / sem homepage) escreveu:
estou com sérios problemas, esta noite sonhei que eu tinha um amante... e era o barney


Resta saber se foi com o dinossauro rosa ou com o amigo do Fred Flintstone :D

: : Laura : :


5:02 PM

15.2.06:::
 

Sabe quando você não é mais criança, nem adolescente e nem jovem mais você é? Quando você tem responsabilidades, tem filhos, tem mais de 10 anos de experiência no que faz, tem que orientar outras pessoas? Quando tem gente que até acha você referência para alguma coisa? Você é mãe ou pai, professor ou professora, chefe etc etc. Habita agora a esfera da repressão, da chatice, daquele que, mesmo sendo legal, vai ter uma hora em que tem que endurecer porque, afinal de contas, alguém tem que ensinar alguma coisa pra essa pessoa nova. Olha, era mais fácil antes. Ser oposição, ir contra, deixar que os chatos me chateassem, eu, tranqüila, cool e bacana. Mas agora você tem que fazer chamada, chegar na hora certa, não comer na frente do computador nem da televisão, não facilitar sempre, tem que mandar escovar os dentes, sair do msn, não pode sorvete agora, a vida não é assim, primeiro o dever e depois o prazer.
Quer saber? Construir o caráter dos outros é preciso, mas é um saco.

: : Laura : :


9:48 AM

6.2.06:::
 

Saiu o número 2 do zine Maria sogna tutte le notti, com uma matéria sobre "punk parenting", ou seja, o modo punk de criar filhos. Uma das entrevistadas é a Carol. Se você quiser receber um exemplar em pdf, escreva para a Danielle no danielle_sales@translate.com.br, que ela te envia.

* * *

Recebemos da Editora Barracuda o livro A Ms. Magazine e a promessa do feminismo popular. Trata-se de uma tese sobre a histórica revista americana, escrita de um jeito agradável, contando os bastidores e falando inclusive da participação das leitoras na seção de cartas. Algo como o nosso LV (guardadas as proporções, é claro : )

: : Laura : :


2:22 PM

1.2.06:::
 

Elas arrasam sempre.
Às vezes em dose dupla:

"Você, cara leitora, que é mãe, provavelmente já se perguntou como é que nossas mães e avós, sendo donas de casa em tempo integral, cuidavam das crianças. E já se comparou com elas, ou melhor, com a fantasia que você tem do que elas teriam sido.
Bem, querida leitora, é com prazer que informamos que, por incrível que pareça, provavelmente elas passavam com seus filhos tanto tempo quanto nós, se não menos.
Na maior parte das famílias, as crianças passavam o dia na rua brincando com outras crianças. A mãe olhava, apartava briga, botava pra comer e pra banhar, mas essa coisa de ficar junto, interagindo, não era o padrão. É muito recente essa obrigação parental de providenciar lazer para os filhos. Até pouco tempo atrás, pai e mãe eram responsáveis por prover e educar, brincar não.
Nós não pretendemos eleger um padrão de normalidade (pelo contrário!), apenas atentar para o fato de que às vezes cobram das mulheres-modernas-que-trabalham-fora um modelo de comportamento que nunca existiu. Talvez seja mais uma das armadilhas para nos culpar por tentar ser mais que mãe e esposa. Ou não.

Las Dos Fridas"


10:35 AM